Casar
em Portugal
As perguntas práticas que os casais nos fazem antes de perguntarem sobre a quinta — custos, clima, papelada, convidados e com que antecedência reservar. Escrito por quem organiza estes casamentos.
As perguntas práticas que os casais nos fazem antes de perguntarem sobre a quinta — custos, clima, papelada, convidados e com que antecedência reservar. Escrito por quem organiza estes casamentos.
Antes de Começar
Recebemos casamentos de destino de casais de toda a Europa e da América do Norte, e as mesmas perguntas chegam no primeiro e-mail quase sempre. Em vez de as responder uma a uma, decidimos escrevê-las.
Sempre que algo depende da vossa nacionalidade ou da lei portuguesa, dizemo-lo e indicamos a fonte oficial em vez de adivinhar por vocês. As regras mudam, e um casamento não é o sítio ideal para descobrir que um artigo de blogue estava desatualizado.
01 — Quando
Portugal tem uma época de casamentos longa — bastante mais longa do que o norte da Europa — mas os meses não são intermutáveis. É assim, grosso modo, que se comportam na região de Lisboa.
| Meses | O que esperar | A ter em conta |
|---|---|---|
| Abril – Maio | Paisagem verde, flores silvestres, dias amenos | Alguma probabilidade de chuva; melhor disponibilidade |
| Junho – Julho | Quente, seco, os pores do sol mais tardios do ano | Prever sombra; esgota primeiro |
| Agosto – Setembro | Quente e muito seco; vindima nas vinhas | Portugal está de férias em agosto |
| Outubro | Luz dourada, dias quentes, noites frescas | Cada vez mais o mês mais pedido |
Se a vossa prioridade é ter certezas quanto ao tempo, escolham entre junho e setembro. Se a prioridade for a luz e a paisagem, escolham maio ou outubro — e aceitem um pequeno risco de chuva em troca de uma fotografia bastante mais bonita.
02 — Custo
Não vamos publicar aqui um número único, porque qualquer espaço que vos dê um sem saber o número de convidados, o mês e o que querem comer está a adivinhar. O que podemos dizer com honestidade é a forma que o orçamento assume e onde se escondem as surpresas.
O essencial: um casamento em Portugal custa, em geral, bastante menos do que a celebração equivalente em Itália, França ou no Reino Unido, e a diferença é maior na comida, no vinho e nas flores. É menor na fotografia e em tudo o que tragam do vosso país.
03 — Legal
É esta a parte que mais preocupa os casais e que, no fim, menos importa — porque há dois caminhos perfeitamente razoáveis e a maioria dos casais estrangeiros escolhe o mais simples.
Um casamento civil é tratado numa Conservatória do Registo Civil. Abre-se ali o processo de casamento; a taxa do Estado é de 120 €. Não existe requisito de residência. Depois de o processo ser aprovado, dispõem de até seis meses para realizar o casamento.
Muitíssimos casais estrangeiros formalizam o casamento civil discretamente no seu país, dias ou semanas antes de viajar, e realizam em Portugal uma cerimónia simbólica com um celebrante à sua escolha. Nada no dia parece ou se sente diferente, a papelada desaparece por completo, e podem fazer a cerimónia onde quiserem na quinta em vez de onde houver um conservador disponível.
Somos uma quinta para casamentos, não somos advogados, e não podemos prestar aconselhamento jurídico. Os valores e prazos acima resultam da informação oficial do Estado português e estavam corretos à data em que esta página foi escrita, mas as regras mudam. Confirmem sempre diretamente junto da conservatória e da vossa embaixada.
04 — O Espaço
Todos os espaços fotografam bem. Estas são as perguntas que os distinguem, e faríamos todas antes de reservar seja onde for — incluindo aqui.
Um espaço que responda às seis com clareza vale mais do que um com melhor vista.
05 — Convidados
A maior diferença entre um casamento em casa e um casamento de destino é que passam a ser, inevitavelmente, agentes de viagens. Os casais que desfrutam do próprio casamento são os que aceitam isto cedo e tornam tudo fácil para os outros.
Enviem a data o mais cedo que conseguirem — mais cedo do que parece necessário — porque os vossos convidados estão a reservar voos e férias, e não apenas um sábado. Doze meses é generoso. Dezoito é mais generoso ainda.
06 — Comida e Vinho
É aqui que Portugal supera discretamente qualquer destino comparável. Marisco do Atlântico a uma hora de distância, carne e legumes do campo em redor, azeite e pão que dispensam apresentações, e vinho de qualidade genuína a preços que surpreendem quem chega.
O nosso conselho é resistirem à tentação de servir um menu internacional. Convidados que voaram até Portugal preferem comer comida portuguesa, e os fornecedores locais fazem-na melhor do que farão qualquer outra coisa. Quando os casais adaptam, é normalmente para acrescentar um prato familiar para as crianças ou para acomodar restrições alimentares — ambas as coisas são fáceis.
Quanto ao vinho, perguntem de onde vem. Um espaço numa quinta vinícola em laboração pode servir algo criado no campo onde os vossos convidados estão sentados — e ficará mais barato do que uma importação medíocre.
07 — Calendário
Partindo de um sábado em época alta, é assim, grosso modo, que costumam decorrer os dezoito meses anteriores a um casamento de destino.
Visitem dois ou três espaços pessoalmente, se for de todo possível. Reservem o espaço e enviem logo o save-the-date — antes das flores, antes do vestido, antes de tudo.
Fotógrafo e catering primeiro, porque os bons esgotam mais cedo. Depois celebrante, música e flores. Se vão casar legalmente em Portugal, comecem já a informar-se sobre a papelada, e não mais tarde.
Blocos de alojamento para convidados, transporte, a página de informações e os documentos legais, se seguirem esse caminho — apostilas e traduções demoram mais do que qualquer um espera.
Prova de menu, números finais a ganhar forma, alinhamento do dia e o plano para o caso de chuva acordado por escrito e não apenas de viva voz.
Números finais, o alinhamento distribuído a todos os fornecedores e depois — a sério — parem. Daqui em diante é trabalho de outros, e os casais que percebem isso são os que aparecem descansados nas fotografias.
08 — Com Honestidade
Perguntas
Uma quinta é uma propriedade rural portuguesa, normalmente com casa senhorial e terra em laboração — vinhas, pomares, olivais. Muitas quintas históricas recebem hoje casamentos, e por isso a palavra aparece tantas vezes quando se procura um espaço em Portugal.
Não. Não existe requisito de residência para o casamento civil em Portugal. O processo de casamento é aberto numa conservatória do registo civil e, depois de aprovado, dispõem de até seis meses para casar.
A taxa do Estado para abrir o processo de casamento é de 120 €. Apostilas, traduções oficiais e eventual apoio jurídico são à parte e variam bastante de país para país.
De junho a setembro pela previsibilidade; maio e outubro pela luz, pela paisagem e pela disponibilidade. Outubro tornou-se, discretamente, o mês que os casais estrangeiros pedem primeiro.
Sim, e muitos casais trazem o fotógrafo ou o wedding planner e contratam tudo o resto localmente. Os fornecedores portugueses estão muito habituados a casais estrangeiros e trabalham geralmente com à-vontade em inglês.
Para um sábado entre maio e outubro, doze a dezoito meses é o habitual. Dias de semana e os meses de ombro estão muitas vezes disponíveis com muito menos antecedência, e vale a pena perguntar se as vossas datas forem flexíveis.
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Perguntem-nos o que quiserem, incluindo as perguntas incómodas sobre dinheiro e disponibilidade. Terão uma resposta direta da família que gere a quinta, e não uma brochura.